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Descoberto 'elo perdido' do vírus HIV 

Cientistas franceses descobriram em macacos um novo tipo de vírus semelhante ao HIV, que provoca Aids em seres humanos. O novo vírus, encontrado em uma espécie de macaco na República dos Camarões, na África, está sendo chamado de SIVgsn pelos pesquisadores do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento em Montellier, na França. Os chimpanzés comem a carne da espécie de macaco onde foi encontrado o novo vírus, e os pesquisadores sugerem que dessa forma é que eles podem ter sido infectados com o vírus SIV. Eric Delaporte, pesquisador do instituto, disse que a descoberta pode ajudar a explicar a ligação entre o já conhecido vírus, que provoca a imunodeficiência símia (SIV), e o vírus HIV, que provoca a Aids. 

 

Reconhecida em 1981 nos Estados Unidos, a AIDS é uma doença que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de já haver formas de controle dos seus efeitos, ainda não existe a cura definitiva. A prevenção é, sem dúvida, o melhor remédio contra a AIDS.

Aids ou HIV? Qual a diferença?

AIDS significa Síndrome da Imuno-Deficiência Adquirada. E é exatamente essa a explicação para esta doença. A pessoa infectada passa a não ter mais as defesas em seu organismo funcionando corretamente. Isso faz com que um simples resfriado torne-se altamente perigoso, podendo levar à morte. A causa desta falha nas defesas origina-se na infecção por um vírus, o vírus HIV.

HIV significa Vírus da Imuno-deficiência Humana. Acredita-se que sua origem está na África, oriundo de uma outra espécie de vírus que infectava chimpanzés. Em algum momento, através de mutação genética, ele passou a infectar seres humanos.


Formas de Transmissão da AIDS

AIDS não se pega com carinho, afeto e solidariedade. Trate bem o doente com aids. Você não corre nenhum risco em prestar solidariedade.

AIDS também não passa:

  • Pelo contato social e convivência;
  • Por picadas de insetos;
  • Pelo beijo, carícias, abraços e suor;
  • Pelo uso de vasoso sanitários;
  • Pelo uso comum de pratos, talheres, copos e toalhas;
  • Pela masturbação a dois.

Embora o vírus já tenha sido isolado em vários fluidos corporais como saliva, urina e lágrimas, estas não são consideradas. Atualmente, são quatro as formas reconhecidas de transmissão do vírus HIV: sexual, sangüínea, vertical e ocupacional.

Transmissão Sexual
Esta é a a principal forma de transmissão considerada pela Organização Mundial de Saúde. E é uma erro achar que ocorre apenas em grupos de risco, como homossexuais (recentemente ouvi a divulgação de uma pesquisa no rádio dizendo que a profissão mais atingida pela AIDS eram as donas de casa). É cada vez maior o número de pessoas infectadas a partir de relações heterossexuais. A forma segura de evitar o contágio é usar sempre preservativos.

Transmissão Sangüínea
Embora o contágio possa ocorrer também em transfusões de sangue, é no uso de drogas injetáveis que verificamos maior número de casos. Compartilhar seringas e agulhas traz um risco muito grande. Já no caso de transfusões, a segurança é maior pois a cada dia aumentam os procedimentos de controle da coleta de sangue.

Transmissão Vertical
Este tipo de transmissão ocorre quando a mãe passa o vírus para o filho através da gestação, na hora do parto ou no aleitamento. Durante a gravidez é mais freqüente a contaminação após os três primeiros meses. O uso do medicamento AZT durante a gravidez e no momento do parto pode reduzir em até 67% o risco de contaminação do feto. Recomenda-se ministrar AZT ao recém-nascido até 6 semanas após o parto. No caso da amamentação, deve-se optar pelo leite artificial ou de bancos de leite.

Transmissão Ocupacional
Este tipo de contaminação ocorre quando profissionais, geralmente da área da saúde, sofrem ferimentos durante o tratamento a pacientes com AIDS. O grau de risco varia conforme a gravidade do acidente, indo desde uma agulha que entrou em contato direto com o sangue infectado até um corte superficial com instrumento que teve contado com o paciente.



Saiba como prevenir

Preservativos
Sendo a transmissão sexual a maior incidência de casos, o uso de preservativos é imprescindível. Há preservativos masculinos ( camisinha ) e femininos. Ambos são a única barreira comprovadamente segura contra o HIV. Estudos mostram que o uso da camisinha reduz em 95% os riscos de contrair o vírus e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Saiba usar corretamente a camisinha:
  • Verifique sempre a data de validade;
  • Nunca use os dentes para abrir a embalagem;
  • Use lubrificantes à base de água. Vaselina e outros lubrificantes que contenham óleo DESTRÓEM o látex da camisinha;
  • Coloque-a somente quando o pênis estiver ereto;
  • Desenrole o preservativo até a base do pênis, apertando a ponta para retirar todo o ar, evitando que rasgue durante o ato sexual;
  • Após a ejaculação, retire-a fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze da camisinha;
  • Jogue o preservativo usado no lixo, pois ele não é reutilizável;


Espermicida
O espermicida mais utilizado hoje é o Nonoxinol-9, encontrado em preservativos. Entretanto, apesar desse produto ter condições de eliminar o HIV, as quantidades utilizadas nas camisinhas é muito pouco para este objetivo. Utilizar o espermicida sozinho, em doses elevadas, seria perigoso. O correto é usar o espermicida em conjunto com preservativos.

Prevenção em usuários de drogas injetáveis
O uso de drogas é um outro problema que aflige a sociedade. As drogas injetáveis representam um risco ainda maior, pois a troca de agulhas e seringas acaba por infectar novas pessoas. A orientação educativa e os programas de auxílio são importantes mecanismos de conscientização.

Exposição ocupacional
A redução de incidência de casos de contaminação por acidentes no tratamento a pacientes é obtida através da utilização sistemática de equipamentos de segurança, como luvas, óculos, máscaras e aventais, bem como a utilização de procedimentos de biossegurança.


Como ocorre a contaminação

A contaminação pelo HIV ocorre em quatro fases. É muito importante conhecer estas fases pois, muitas vezes, ocorre a presença da doença sem que a pessoa tenha conhecimento do fato.

Infecção aguda
É o momento em que ocorre um ataque intenso do vírus no organismo, geralmente deflagrando o processo do HIV. Considerada a fase inicial, é identificada por uma série de sintomas como febre, fadiga intensa, dor-de-cabeça constante, faringite, suores noturnos, meningite, úlceras orais e genitais. Muitas vezes a pessoa não se dá conta que esta série de doenças já é manifestação do vírus.

Assintomática
É uma fase onde os sintomas se estabilizam. Para saber se há presença do vírus são necessários exames clínicos. A pessoa pode viver anos desta forma sem manifestação da doença. Alguns exames aplicados são o Hemograma completo, níveis bioquímicos, sorologia para hepatite, toxoplasmose, perfil imunológico, entre outros.

Sintomática inicial
É a fase onde os sintomas da doença começam a se manifestar efetivamente, tais como: sudorese noturna, fadiga, emagrecimento, diarréia, sinusopatias, candidíase oral e vaginal, herpes simples e zoster, úlceras aftosas, entre outras.

AIDS
Nesta fase ocorrem também doenças oportunistas em decorrência da alteração da imunidade da pessoa. Muitas vezes, nesta fase a doença evolui para a fase terminal.



Tratamento


O tratamento da AIDS ainda não chegou à cura total. Entretanto, hoje, já é possível viver bem com o vírus. Diversas drogas e tratamentos auxiliam no combate à evolução e multiplicação do vírus, bem como no tratamento e controle das doenças oportunistas.

Existe, até o momento, duas classes de drogas liberadas para o tratamento anti-HIV:
. Inibidores da duplicação do vírus
. Inibidores do último estágio

Atualmente, o tratamento têm sido feito através do AZT, que é um coquetel de diversos medicamentos atuando em conjunto. Os estudos em busca da cura avançam a cada dia e novas descobertas trazem esperança para milhares de pessoas em todo mundo.

A AIDS ainda não tem cura. O melhor caminho continua sendo o da prevenção.

Além de cuidar da sua saúde, você também deve ter respeito com as pessoas portadoras do vírus HIV.

Lembre mais uma vez: AIDS não se pega com carinho, afeto e companherismo. E não tem melhor remédio para a AIDS do que a compreensão e a solidariedade.

www.aids.gov.br